Formação

Devemos aprender a escutar mais a nossa consciência

 

 

 

 

 

Jesus diz aos seus discípulos, encarregados de precedê-lo no caminho rumo a Jerusalém para anunciarem a sua passagem, para não imporem nada: se não encontrarem disponibilidade de acolhê-Lo, que prossigam, sigam adiante.

Jesus não impõe nunca, Jesus é humilde, convida sempre, não impõe.

Tudo isto nos faz pensar a importância que, também para Jesus, teve a consciência: o escutar no seu coração a voz do Pai e segui-la. Decidiu em obediência ao Pai, em escuta profunda, íntima da sua vontade. E por isto a decisão era firme, porque tomada junto com o Pai. E no Pai Jesus encontrava a força e a luz para o seu caminho. E Jesus era livre naquela decisão. Jesus quer nós cristãos com aquela liberdade que vem deste diálogo com o Pai, deste diálogo com Deus. Jesus não quer cristãos egoístas, que seguem o próprio “eu”, não falam com Deus; nem cristãos fracos, cris-tãos que não têm vontade, cristãos “telecomandados”, incapazes de criatividade, que buscam sempre conectar-se com a vontade do outro e não são livres.

Por isto devemos aprender a escutar mais a nossa consciência. Mas atenção! Isto não significa seguir o próprio “eu”, fazer aquilo que me interessa, que me convém, que me agrada… Não é isto! A consciência é o espaço interior da escuta da verdade, do bem, da escuta de Deus; é o lugar interior da minha relação com Ele, que fala ao meu coração e me ajuda a discernir, a compreender o caminho que devo percorrer e, uma vez tomada a decisão, a seguir adiante, a permanecer fiel.

Ajude-nos, Maria, a transformar-nos sempre mais em homens e mulheres capazes de escutar a voz de Deus e de segui-la com decisão.

(Papa Francisco)